Dia 24 de Abril assinala o Dia Mundial dos Animais em Laboratórios.
Esta data, reconhecida pelas Nações Unidas, pretende ser um alerta para o sofrimento de milhões de animais usados diariamente em pesquisas por todo o mundo.
O recurso a animais em laboratórios acontece essencialmente nos campos da investigação médica e farmacêutica, no ensino, e antecede quase sempre o lançamento de novas substâncias no mercado.
No entanto, o uso de animais para investigar e tratar doenças humanas é um método falível e que pode ter consequências desastrosas para os pacientes humanos, dadas as disparidades biológicas entre o ser humano e os animais usados na investigação (que vão desde ratos, coelhos, cães, gatos ou primatas passando por porcos, cabras ou galinhas).
Do mesmo modo, os testes feitos em animais com o intuito de analisar a toxicidade de novos produtos são pouco eficazes, uma vez que o seu objectivo é quantificar o número de animais que sobrevive aos testes e não a sua reacção às substâncias testadas. Este tipo de testes inclui injectar substâncias químicas directamente no estômago dos animais, forçá-los a inalar o produto testado ou aplicá-lo directamente na pele ou nos olhos do animal em questão.
A experimentação animal, além de não ter vindo a produzir resultados fiáveis e precisos para o ser humano, é muito mais morosa e cara que a utilização de métodos sem recurso a animais.
Os motivos que levam muitas empresas e governos a persistir na utilização de animais em laboratório estão longe de ser os mais nobres.
Se, por um lado, a tradição académica de testes em animais leva a que alguns profissionais insistam nestes métodos, o factor principal que faz com que esta prática perdure é o económico.
Exactamente por serem tão pouco fiáveis e manipuláveis, os testes em animais permitem à indústria farmacêutica continuar a colocar à venda, de forma perfeitamente legal, substâncias prejudiciais para o ser humano, uma vez que a lei não obriga a que sejam feitos testes em métodos alternativos e mais exactos.
A investigação com recurso a animais é, acima de tudo, um negócio que beneficia muitas vezes de financiamento governamental (fruto da pressão do lobby da indústria).
No entanto, a própria União Europeia, assim como o governo dos EUA, financia actualmente grupos de implementação e incentivo à utilização de métodos científicos alternativos à pesquisa com animais.
Contrariando esta tendência internacional, o governo português anunciou em 2009 que, numa parceria com a Fundação Champalimaud e a Fundação Calouste Gulbenkian, iria financiar a construção de um gigantesco biotério no município da Azambuja. O objectivo do biotério seria criar animais para utilização em laboratórios nacionais assim como para exportação.
Esta decisão é ética e financeiramente questionável.
Se a experimentação animal em si é condenável, o destino dos animais vendidos será uma incógnita. Enquanto alguns países fora da União Europeia têm pouca ou nenhuma legislação relativa ao bem-estar animal, dentro da própria Europa são feitos testes absolutamente condenáveis em animais, como é o caso do Reino Unido, que testa armamento de guerra em animais vivos.
De um ponto de vista económico, é impensável gastar 27 milhões de euros do Estado num projecto que terá um tempo de vida útil muito limitado.
Sendo os métodos de pesquisa alternativos já existentes mais baratos e com melhores resultados, e dada a actual conjuntura de crise económica, este investimento revela uma má gestão de fundos públicos que em nada beneficiará a larga maioria da população portuguesa.
Desta forma, o Partido Pelos Animais e Pela Natureza apela a todos os seus apoiantes para que divulguem e participem na Manifestação contra o Biotério da Azambuja agendada para dia 30 de Abril de 2011 em Lisboa e organizada pela Plataforma de Objecção ao Biotério.
A Manifestação tem início em frente ao Centro de Neurociências da Fundação Champalimaud (perto da Torre de Belém) às 17h.
O Bem contra o Mal
"Primeiro ignoram-te, depois riem-se de ti, a seguir tentam combater-te, até que por fim, tu vences" Gandhi
24/04/2011
23/04/2011
16/01/2009
Não se justifica....
"It is the 21st [c]entury. I don't think that we should use flesh or the skin of any creature to make ourselves look good. The abuse that is involved in Australian wool is so outrageous to me. We can do something that's really compassionate or something that's cruel. I really make every effort in my life to make the compassionate choice." —Alicia Silverstone
04/10/2008
hoje
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